AUTARCAS DE ORIGEM PORTUGUESA EM FRANÇA FACE AOS DESAFIOS DO ENVELHECIMENTO
O envelhecimento da população em França é uma preocupação de todos os eleitos e é definitivamente crucial para os autarcas de origem Portuguesa em França.
As associações de luso eleitos e de autarcas de origem Portuguesa em França a ACLEF e a CIVICA, participam hoje, 10 de Outubro, ao coloquio sobre o envelhecimento da população na região Île de France, grande Paris.
O coloquio “Maires et Grands-mères” (Presidentes de Câmaras municipais e avôs) é a primeira iniciativa de uma série de encontros para reflectir sobre o acompanhamento específico à Comunidade Portuguesa residente em França pelos eleitos de origem Portuguesa em França.
Paris, 10 de Outubro de 2011 : Os eleitos locais, presidentes de câmaras municipais, os autarcas de origem portuguesa e suas equipas (serviços, CCAS,...) estão na primeira linha no acompanhamento das pessoas com idade avançada ou em perca de autonomia. Num contexto orçamental constrangido, estão confrontados hoje com a necessidade de melhorar a qualidade e a eficácia dos serviços da sua responsabilidade (alojamento, foyers, apoio diverso,...).
Têm também a obrigação de agir na acessibilidade dos acessos às residências e espaços públicos, para melhorar o quadro de vida, as deslocações e a vida social dos "Séniors".
Os dirigentes da ACLEF e da CIVICA consideram essencial encontrar os meios para responder aos anseios dos nossos "Séniors" e suas famílias.
Autarcas franco-portugueses preocupados com envelhecimento da população
Paris, 19 ago (Lusa)
Os autarcas de origem portuguesa em França, preocupados com o envelhecimento da comunidade, realizarão a partir de outubro vários encontros para discutir o problema, afirmou hoje o responsável da associação Civica à Agência Lusa em Paris.
"O envelhecimento da população em França é uma preocupação de todos os eleitos e é definitivamente crucial para os autarcas de origem portuguesa" no país, declarou Paulo Marques, presidente da associação de autarcas Civica.
Para analisar o envelhecimento da população portuguesa residente em França, os autarcas de origem portuguesa vão realizar, a partir de 10 de outubro e até finais de 2012, "uma série de encontros permitindo refletir sobre o acompanhamento específico à comunidade residente em França", anunciou Paulo Marques.
"Serão encontros entre eleitos franceses e de origem portuguesa em França, profissionais, parceiros sociais, conselheiros das comunidades portuguesas, autoridades francesas e portuguesas", explicou o responsável da Civica.
Uma das questões para a qual a Civica pretende resposta é "qual o lugar e o futuro para os nossos pais, a geração da nossa comunidade [anos 1960 e 1970]".
A Civica pretende também discutir "o lugar dos Estados [Portugal e França], regiões, distritos, Conselho das Comunidades Portuguesas, autarquias francesas e portuguesas, movimento associativo" e outras instituições e organismos.
Para esse efeito, a associação de "luso-eleitos" de França convida os interessados a contribuir com sugestões através da sua página na Internet.
Em relação à "solidão" dos idosos da comunidade portuguesa, o sociólogo Aníbal de Almeida afirmou recentemente à Lusa que "cerca de um terço dos interrogados entre 45 e 70 anos dizem sentirem-se sós, e 13 por cento sentem-se sós com muita frequência".
O sociólogo português, responsável durante vários anos da Santa Casa da Misericórdia de Paris, acrescentava que, segundo o mesmo estudo, "há 46 por cento de idosos que dizem que, por estarem isolados, se sentem angustiados e depressivos".
Várias instituições têm alertado para o risco potencial de carências entre os mais velhos da comunidade emigrante em França. O perfil de carreiras e o nível médio de salários dos velhos e novos emigrantes portugueses, conjugado com as novas regras da "reforma das reformas" em França, resultará numa degradação do nível de retribuições sociais entre a comunidade.
Estatísticas de 2009 sobre as cotizações dos portugueses em França revelam que apenas uma minoria dos emigrantes reformados tem os 150 trimestres de cotização que asseguram a reforma plena.
O envelhecimento da população em França é uma preocupação de todos os eleitos em França.
Esta preocupação é definitivamente crucial para os autarcas de origem Portuguesa em França.
Para analisar o envelhecimento da população Portuguesa residente em França os autarcas de origem Portuguesa vão inicializar, a partir de 10 de Outubro de 2011 e até finais do ano de 2012, uma série de encontros permitindo reflectir sobre o acompanhamento especifico à Comunidade Portuguesa residente em França.
Encontros entre eleitos Franceses e de origem Portuguesa em França, profisionais, parceiros sociais, Conselheiros das Comunidades Portuguesas, autoridades francesas e portuguesas,...
Os eleitos locais, presidentes de Câmaras municipais, os autarcas de origem Portuguesa e suas equipas (serviços, CCAS,...) estão na primeira linha no acompanhamento das pessoas com idade avançada ou em perca de autonomia. Num contexto budgetario constrangido, estão confrontados hoje na necessidade de melhorar a qualidade e a eficacia dos serviços de sua responsabilidade (alojamento, foyers, apoio domicilio,...).
Mas têem tambem a obrigação de agir na acessibilidade dos acessos as residencias e espaços publicos, para melhorar o quadro de vida, as deslocações e a vida social dos "Séniors".
- E qual é o lugar e futuro para os nossos pais, a primeira geração da nossa comunidade (anos 60 e 70)?
- Que tipo de acompanhamento pode ser implementado pelos autarcas de origem Portuguesa em França?
- Quêm são os parceiros no acompanhamento destas questões?
- lugar dos estados (Portugal e França), Regiões, Distritos, Conselho das Comunidades, autarquias Francesas e Portuguesas, EHPA, CCAS, CESE, movimento associativo...?
- Sera necessario uma evolução do movimento Associativo?
Para vos dar algumas chaves sobre essa evolução, e debater com autarcas e profissionais com objectivo de encontrar os meios para responder aos anseios dos nossos "Séniors" e suas familias da-mos encontro no sitio internet da CIVICA para recolher as suas opiniões e acolher os autarcas envolvidos nestas questões para integrarem a comissão organizadora.
"porque a primeira geração merece o nosso reconhecimento, carinho e devoção. Conto convosco"
Paulo Marques
Deixe os vossos comentarios, propostas e disponibilidade em participar na comissão organizadora dos eventos em volta do acompanhamento do envelhecimento da nossa comunidade.
Paris, 07 abr (Lusa) – A associação de autarcas de ascendência portuguesa em França, Civica, pretende “reativar as geminações entre os dois países, porque às vezes têm funcionado mal”, afirmou hoje o seu presidente à Agência Lusa em Paris.
Paulo Marques, empresário francês de origem portuguesa e presidente da associação Civica, defendeu um novo impulso para as geminações durante a Feira de Autarcas da Île de France (região que inclui a Grande Paris), que terminou hoje nos arredores da capital francesa.
“Algumas não funcionam”, constatou Paulo Marques em declarações à Lusa, no terceiro e último dia da Feira de Autarcas em que a Civica, como em anos anteriores, participou.
“Já não podemos estar apenas numa ideia de convívio de autarcas. Tem que se fazer iniciativas para as populações e passar para um patamar ligado às experiências locais em Portugal ou em França, abrangendo grupos culturais, escolas e empresas”, defendeu Paulo Marques.
Na sequência dos contactos durante a Feira de Autarcas, Paulo Marques propõe o reagrupamento das geminações francesas com Portugal num fórum de discussão.
O responsável sublinhou também o esforço da Civica em “reafirmar a presença portuguesa nos debates democráticos em França”, estando em preparação uma campanha em torno da possibilidade de voto dos cidadãos europeus residentes em França mas que não têm nacionalidade francesa.
Mais de 350 mil franceses de origem portuguesa podem votar em várias eleições, segundo Paulo Marques.
Paris, 07 abr (Lusa) – O deputado do PSD Carlos Gonçalves afirmou hoje à Agência Lusa em Paris que “Portugal pode contar com as comunidades emigrantes neste momento crítico”.
Carlos Gonçalves, que visitou hoje a Feira de Autarcas da Île de France (região que inclui a Grande Paris), nos arredores da capital francesa, criticou também “a falta de uma política deste Governo para a emigração”.
O deputado lembrou que “as comunidades emigrantes foram decisivas em momentos críticos da história democrática portuguesa. Foram as remessas que nos momentos de mais aflição foram essenciais para o país”.
Carlos Gonçalves lamentou também que “alguns analistas, mais tarde, quando Portugal viveu com algum desafogo, tenham dito que as remessas dos emigrantes já não eram tão importantes. Caiu mal”.
O deputado salientou que “os emigrantes têm todos uma história de superação de dificuldades individualmente, fazendo coisas extraordinárias. Agora temos que fazer um esforço de conjunto que tem que incluir as comunidades”.
Carlos Gonçalves lamentou que se tenha chegado a uma situação em que “Portugal está em todas as manchetes no estrangeiro por razões que não caem bem junto das comunidades”.
O social democrata referiu que, “ao longo dos últimos anos, as comunidades portuguesas já tinham dado sinais claros de que o país não ia no bom caminho e foram várias as reações ao êxodo migratório”.
Houve anos “em que foram mais de cem mil portugueses a sair, incluindo portugueses com formação, algo que não acontecia nos anos 60”, sublinhou o deputado do PSD.
“Outra preocupação das comunidades é o endividamento e particularmente o endividamento das famílias. Eles trabalham noutros países e sabem que as coisas não se passam desta forma e não compreendiam como era possível o país sobreviver”, afirmou Carlos Gonçalves.
“Faltou uma política de atração de investimento e poupanças. A única medida que José Sócrates tomou nesta matéria foi (decidir) o fim da Conta Poupança Emigrante, uma medida simbólica”, acusa o deputado social democrata.
Carlos Gonçalves afirmou que “as remessas financeiras dos emigrantes continuam a ser importantes, embora tenham diminuído, até registarem um ligeiro aumento com a nova emigração”.
O deputado conclui que “os emigrantes já acreditaram em Portugal noutros momentos difíceis” e têm “uma ligação sentimental” que pode ser mais forte do que as desconfianças afirmadas pelos mercados.
Présentation
Créée en 2000, L’Association Civica est l’Association des Elus d’origine Portugaise en France. Nous regroupons et animons les plus de trois mille élus locaux d’origine Portugaise et Lusophone en France ainsi que les élus non réélus en 2008. Elus ayant en commun une forte identité Européenne.
La nécessité de la création de CIVICA s’est imposée, lors d’une réunion sur la participation des Portugais en France, qui s’est tenue au Sénat, le 05 Février 2000, à l’initiative de Paulo Marques, et du Sénateur Maire de Seine Saint Denis, Christian Demuynk. Le président - fondateur, Paulo Marques, collabora efficacement aux préliminaires qui ont permis, d’une part l’introduction de la réalité franco-portugaise dans les débats politiques au sein des divers partis, la mobilisation démocratique et participative et d’autre part la naissance de l’Association Nacionale des élus d’origine Portugaise en France.
Civica s’efforce de faire connaître les nouveaux droits électoraux de 1994 sur la participation des Européens sans nationalité Française résidents en France. Elle s’est également employée à faire découvrir les bienfaits et avantages d’une double appartenance et souhaite l’ouverture lors de la réforme des collectivités territoriales que tous les Européens sans nationalité Française puissent voter et être candidat comme conseiller territorial sans être grand électeur. Toutefois, les activités tendent toutes vers un même objectif : développer la participation citoyenne des Portugais de France (350.000 électeurs français d’origine Portuguaise) ainsi que, des Européens résidents en France, et donc ainsi de sensibiliser progressivement les associations, les familles et les organisations gouvernementales en France et au Portugal.
Le 5 Avril, nous acceuillerons pour la deuxième année consécutive, le ministre Portugais Antonio Braga, Secrétaire d’Etat auprès du Ministre des Affaires Etrangères ainsi que plusieurs délégations Portugaises et députés de l’Assemblée Nationale Portugaise. Plus de 500 élus d’origine Portugaise visiteront le Salon de la Nouvelle Ville.
CIVICA développe un protocole d’accord avec le gouvernement Portugais et organisera à Porto début 2012, la première rencontre d’élus locaux d’origine Portugaise dans le monde avec l’ANAFRE.
Après plus de 10 ans au service de la participation démocratique en France et au Portugal, CIVICA n’a donc pas à rougir de son bilan ni de ses projets, faisant le voeux d’une vraie intervention sur le droit de vote des ressortissants Européens résidents en France notamment lors de la réforme territoriale.